Achei ridícula a desculpa do Governo para votar contra, não está no programa…Claro que não, tal como não está no programa do Governo os apoios que agora vão ser concedidos à Banca, o que não invalida que seja efectuado.
Claro que as repercussões às declarações de Manuela Ferreira Leite contra o casamento gay uns meses antes, sendo conotada como ultrapassada, não convinham a este Governo de ideias modernas, assim é mais fácil e os jornais ficam sem primeira página, quer dizer, os poucos que não são dominados pelo Governo obviamente.
Interessante o esforço que muitos têm feitos para desvalorizar o excelente projecto do computador Magalhães.
Projecto que já se tornou um case-study mundial e que serviu para dezenas de países mostrarem interesse no projecto, importar o Magalhães e criar um cluster empresarial em Portugal na área de software temático.
Já ouvi as criticas mais espatafúrdias, mas ouvir um senhor com alguma responsabilidade falar numa rádio, mesmo que tivesse sido num programa pouco formal , apregoar que as criançinhas teriam mais proveitos se lhes oferecessem uma bicicleta para fazerem desporto, é de bradar aos céus e mostra o nível cultural que bafeja muitas cabeças ditas pensadoras. Por vezes parece-me que muita gente deseja que a maioria da população se mantenha no cú do mundo, inculta e "info-excluida" para se poder vangloriar de meia dúzia de feitos, que agora podem ser destronados por uma criança da escola primária.
Pois é, afinal sempre existia o tal capitalismo selvagem que tanto apregoava Carvalhas, que iria sugar os direitos dos trabalhadores e em última análise tornar os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. O que vale é que ao menos nisto parece-me que enganou-se, porque os pobres não vão ficar mais pobres, não é possível, ao contrário os ricos, que eram os únicos que tinham dinheiro para arriscar na bolsa e investir nos fundos que faliram, não vão ficar mais ricos.
Será que este capitalismo selvagem serviu para reorganizar a sociedade? Talvez não, mas era engraçado…
No debate entre os candidatos presidenciais estadunidenses ouviu-se de tudo, da mesma maneira que foi prometido apoios à classe média foi também prometido, por Obama textualmente, que se vencer vai matar o Bin Laden e atacar o Paquistão, enquanto MacCain promete apenas apanhar o Bin Laden. Acho que nem o W. seria tão ridículo…tenho a certeza que vamos ter mais do mesmo!
... é de salientar a excelente gestão do BCE que tem enfrentado esta crise de maneira magistral, resistindo a pressões de pessoas e governos com muito menos conhecimentos do que o BCE e, conseguindo sempre manter o rigor que o caracteriza.
Sem grandes alaridos tem ajudado instituições na criação de liquidez e tem aumentado e descido a euribor de uma forma perspicaz e certeira.
Se ganhámos muita coisa com a europa unida, uma das grandes vitórias foi a criação deste banco central independente e alheio a pressões.
A segunda nota a salientar é a resistência de Portugal à crise, quando ainda há bem pouco tempo tínhamos um défice de 6,1%. Somos das poucas economias em que a banca tem resistido de forma notável, e em que economia ainda não entrou em recessão, não se prevendo (segundo o FMI) que tal venha a acontecer. Quando se fala que toda a Europa está a entrar em recessão e que a vizinha Espanha vai ter um aumento de 6% na sua taxa de desemprego, é de louvar a resistência (até ver) de uma pequeno país a uma crise mundial, amparada pelo que muitos dizem ser a melhor banca do mundo. E sim falo da banca portuguesa.
...qual Manuel Ferreira Leite a quebrar um longo silêncio, motivado pelo colapso do meu belo computador.
Não sei se foi tão forte como a queda de ontem da bolsa de lisboa, mas que serviu para me deixar sem pio lá isso serviu.
“…se não aparecerem mulheres, importam-se, que é em Portugal para tudo recurso natural. Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, indústrias, modas, maneiras, pilhérias, tudo nos vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssima, com os direitos da Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas.”
Excerto de “Os Maias” de Eça de Queirós
Após sucessivos abanões na porta de entrada a senhora manda a Maria verificar o que se passa. A Maria atenciosa como sempre, prestou-se de imediato a aceder ao pedido da senhora sua patroa. Inspeccionada a porta e verificadas as causas dos repetidos abanões a prestável Maria comunica à senhora que o incómodo seria causado por um tal de bento. Estupefacta a senhora questiona a Maria:
Maria estás certa de que seja o Bento?
Ao que Maria responde de pronto com o entusiasmo que habitualmente a caracterizava: Não minha senhora não é o bento que a fode desta vez é apenas o bento que sopra e faz hu hu.
Em Barcelona e ao contrário desta história foi mesmo o Bento que nos fodeu.
Em poucos anos os Estados Unidos da América decidem intervir no mercado, já o tinham feito após o 11 de Setembro de 2001 devido ao receio da flutuação na bolsa, que posteriormente dá origem nesta crise financeira, já que os bancos deparando-se com grandes quantidades de dinheiro emprestavam a todas as pessoas, mesmo às que não tinham forma de pagar. A tão falada crise do subprime. Para quem não saiba, o subprime é o nível em que se enquadra as pessoas que têm muitas probabilidades de não conseguirem pagar os empréstimos e em situações normais não são financiadas; acabaram por ser, claro que com taxas de juro mais elevadas para compensar o que na altura seria esperado, o não cumprimento por parte de 3% dos empréstimos, há uns meses estava em 15% e com tendência para aumentar.
Os estadunidenses estão a desvirtuar o sistema capitalista puro que tanto apregoam ao intervir no mercado através de aquisições. Julgo que nem o Bloco de Esquerda ia tão longe, o Estado ser detentor de bancos e seguradoras é do tempo dos comunistas, lembram-se aqueles senhores que estavam errados na forma como o Estado deveria actuar? Esses mesmos!
Devido à total desregulamentação da área financeira norte americana e europeia muitas empresas, como consequência, vão encerrar, sobretudo as que têm problemas com crédito, que recebem a 60 dias ou mais, já que o dinheiro cada vez vai ficar mais caro. Quem não conseguir rodar e controlar stock não vai sobreviver. Vamos assistir a uma nova selecção, os mais organizados e preparados vão manter-se, sobrevivendo à custa dos espaços de mercado tornado acessível pela falência da concorrência.
Vamos ver quanto tempo vai demorar para alterar esta curva negativa.
...amanhã piro-me para mais uma semanita no litoral Alentejano / Algarve :)
Já vi que os meus amigos estão faladores...
Óptimo filme! Retrata a verdade do Rio de Janeiro, sem romantismo, sem comédia. Realidade.
Passa uma imagem muito forte, o sistema não defende a população, o sistema defende o sistema.
Um homem, de 68 anos, foi roubado por uma prostituta que contratou à beira da estrada do Luso, na Mealhada, e levou para casa. Afinal, tudo o que conseguiu da mulher foi ficar sem dois mil euros.
E a lição que o sr. diz ter aprendido:
Nunca mais trago uma prostituta para casa. Fiquei sem o dinheiro e não tive direito a nada. Para a próxima faço o que tenho a fazer no mato, porque sou homem e não sou de ferro.in CM
Eu não sei nem quero saber se o Paulo Pedroso foi um dos que violou crianças da Casa Pia ou de que casa seja, mas ficar feliz pelo Estado, ou seja, todos os portugueses terem que pagar, e bem, por, supostamente, um funcionário do Estado ter errado é muito ofensivo para quem trabalha e tem que descontar para o Estado.
Só falas assim porque não é o ordenado que o Estado te paga que te preocupa.
Muito se tem falado sobre a onda de violência recente em Portugal, eu acredito sinceramente que a culpa foi a falta de incêndios decentes para aparecerem nos telejornais. Durante os últimos anos que a pasmaceira de noticias no verão é preenchida com incêndios e reportagens em directo, com jornalistas a arriscarem a própria vida, em actos heróicos apenas para nos mostrarem a casa das pessoas a arder e a perderem todos os bens materiais, e por vezes mais que isso.
Como o negócio não pode parar houve a necessidade de arranjar notícias. Erro crasso do partido socialista que não conseguiu criar notícias para desviar a atenção, ainda para mais quando estão próximas as eleições. Isto não tem nada que ver com politica, isto é puro negócio.

